segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A propósito dos estágios - noticia da Lusa via www.construir.pt

Só falta saber o que pensa a APAP disto? ( e muitas outras coisas...)

Arquitectura & Urbanismo
Bastonários criticam atribuição de funções desadequadas aos estagiários

Lusa
28 de Setembro de 2009

11-rodeia.jpg

A remuneração reduzida ou inexistente nos estágios constitui um problema a que se juntam outros, como a utilização dos estagiários em tarefas de responsabilidade superior ou em funções que nada acrescentam à sua formação.

No caso da engenharia, "os recém-licenciados são integrados nas empresas com salários que rondam os 700, 800 euros", declarou Fernando Santo, bastonário da Ordem dos Engenheiros, à agência Lusa, contando que, nesta classe profissional, os problemas dos estagiários não se prendem com a remuneração, "são de outro tipo".

"O que temos, nalguns casos, são pequenas e médias empresas que atribuem aos recém-licenciados funções cuja responsabilidade está acima do que seria desejável sem, todavia, os integrarem numa cadeia hierárquica ou de formação que lhes permita ter o devido apoio", explicou.

O facto de serem empresas de pequenas dimensões, "logo com condições salariais mais difíceis", leva também "a que essa responsabilidade não seja objecto de uma retribuição equiparada", acrescentou Fernando Santo.

Para o bastonário, outro problema comum prende-se com os engenheiros estagiários do sector da construção que são enviados para Angola ou para outros pontos no estrangeiro.

"Nesses países, acabam por assumir responsabilidades em trabalhos de direcção de obra que estão para além do que seria aconselhável, tendo em conta as situações mais difíceis desses mercados e a falta de apoio envolvente, pois não há como recorrer a um colega mais velho que tire uma dúvida", afirmou.

Mão-de-obra barata

Também João Belo Rodeia, presidente da Ordem dos Arquitectos, revelou à Lusa que, por vezes, "os estagiários levam para os locais de acolhimento uma expectativa de formação que não se cumpre" devido a vários factores.

"Durante muitos anos, existiram apenas duas escolas de Arquitectura em Portugal, enquanto hoje há mais de 20. Os novos licenciados são às centenas por ano e os locais de acolhimento não aumentaram proporcionalmente. São poucos os ateliês de artista e a relação mestre/aprendiz é muito rara ou inexistente", explicou.

João Rodeia assinalou também que outra das preocupações da Ordem diz respeito "à utilização dos estagiários como mão-de-obra barata para fazer trabalho que devia caber a um arquitecto".

A Ordem dos Arquitectos instituiu um provedor para, numa primeira fase, se ocupar de problemas deste tipo, que opõem estagiários a arquitectos inscritos na própria Ordem, sendo necessária uma denúncia para que a entidade possa agir.

Ainda segundo o bastonário, a remuneração do período de estágio - que em Arquitectura vai de nove meses a um ano, estando em debate a hipótese de ser prolongado para dois anos - não é um assunto consensual na Ordem, "com vários ateliês a consideram que já estão a fazer a sua parte ao investir tempo na formação do estagiário".

Apesar de a Ordem "não poder fixar ou sequer indicar um valor, aconselha a que se pague com justeza", assegurou à Lusa a arquitecta Leonor Sintra, presidente do Conselho Directivo Regional Sul desta entidade.

Estágios desacompanhados

Por seu lado, Teresa Novais, presidente do Conselho Directivo Regional Norte e Professora na Universidade Lusíada do Porto, revelou que, naquela zona do país, "o normal é a remuneração dos estagiários ser igual ao salário mínimo", embora alguns alunos já lhe tenham perguntado se sabe onde podem estagiar, "mesmo de graça".

Para a responsável, "os estágios são, por vezes, desacompanhados" e uma das queixas que mais ouve aos estagiários "é que os mandam atender telefones ou fazer outras funções de secretário, tarefas sem qualquer relação com a profissão de arquitecto".

Reconhecendo a validade destas reclamações, Teresa Novais considera, todavia, que é difícil atingir um ponto de equilíbrio que satisfaça os estagiários: "Se apenas fazem maquetes, queixam-se porque se sentem desaproveitados. Se são integrados em equipas de projecto, queixam-se porque se sentem explorados".

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Noticia de última hora no Público

Noticia no Público
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1380514

Luta de mais de 35 anos
Só os arquitectos passam a poder assinar projectos 
14.05.2009 - 07h53 Alexandra Prado Coelho
Uma longa luta, de mais de 35 anos, dos arquitectos portugueses chegou ontem ao fim: o decreto 73-73, que permite o exercício da arquitectura a profissionais sem a qualificação necessária para isso, vai ser revogado. A proposta de lei 116/10 foi aprovada na comissão parlamentar de Obras Públicas e será votada amanhã pela Assembleia da República.

“É um momento muito importante na vida dos arquitectos. É um novo ciclo que se abre”, diz João Rodeia, presidente da Ordem dos Arquitectos, declarando-se “muito satisfeito” com o desfecho do processo e, sobretudo, com o facto de a nova lei ter resultado de um acordo “inédito e histórico” com a Ordem dos Engenheiros. 

Até aqui, a lei portuguesa permitia que projectos de arquitectura fossem assinados por pessoas sem formação específica na área – nomeadamente engenheiros. A nova lei “consagra a arquitectura para os arquitectos”. E vai mais além do que a revogação do 73-73, decreto maldito no mundo da arquitectura. Reconhece, por exemplo, o trabalho dos arquitectos nas áreas de urbanismo, fiscalização de obra e direcção de obra. 

Vai haver ainda um período de transição de cinco anos, mas depois disso, explica Gonçalo Menéres Pimentel, assessor jurídico da Ordem, “qualquer obra, da ponte ao quiosque, tem que ter um projecto de arquitectura necessariamente subscrito por arquitectos”. As únicas excepções são a renovação de interiores em edifícios não classificados e obras “de escassa relevância urbanística”.

Cada obra deve também ter um projecto de engenharia. A fiscalização pode ser feita quer por engenheiros, quer por arquitectos, dependendo da “natureza predominante da obra”. “O que se consagrou – sublinha Menéres Pimentel – é que a actividade de projecto é multidisciplinar”.


Falta saber a tomada de posição da APAP. Se o projecto-lei for o inicial, por certo poderá ser favorável à Arquitectura Paisagista, se os arquitectos conseguiram as suas pretensões por certo este poderá ser-no desfavorável e até por em causa a nossa profissão.
Vamos esperar para ver.

terça-feira, 5 de maio de 2009



Arquitectos Paisagistas procuram-se - Anúncio publicado no suplemento Emprego do Expresso no dia 1 de Maio.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

BIG BAMBU




Os artistas Mike e Doug Starn construíram o Big Bambu no interior de um armazém industrial da Fundição Tallix em Beacon, Nova Iorque.Esta instalação orgânica de grandes dimensões foi feita com 2000 varas de bambú, cuja estrutura foi montada com a ajuda de 15 escaladores.

As imagens falam por si....

Já agora vale a pena dar uma vista de olhos na intervenção destes artistas no Metro de Nova Iorque.


terça-feira, 23 de dezembro de 2008

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Tomada de posse dos Órgãos Sociais da APAP

É já na próxima segunda-feira, dia 22 de Dezembro, que se dá lugar à tomada de posse dos Órgãos Sociais da APAP com os elementos da Lista B, lista vencedora das eleições da última sexta-feira. É com grande interesse e a maior expectativa que voltamos a nossa atenção para esse momento importante, colocando na Blogosfera a 2.a versão do Programa de Acção que nos foi dado a conhecer em vésperas de eleições.

2.a versão do Programa de Acção da Lista B

Renovamos os parabéns e votos de sucesso aos elementos da Lista B!

sábado, 13 de dezembro de 2008

ELEIÇÕES BIÉNIO 2009 e 2010

Caros Sócios colegas e Amigos,

Muitíssimo obrigada por todo o apoio prestado, a adesão foi excepcional rondou os 43%, muito acima do que é habitual.

A saber, os resultados foram os seguintes: Lista A - 111 votos; Lista B - 168 votos; Brancos - 6; Nulos - 37.

Em nome da Lista A quero felicitar a Lista B, esperando que dêem exemplarmente continuidade à Afirmação da nossa classe.

Contem connosco pela causa Arquitectura Paisagista.

Mais se informa que iremos dar continuidade ao Blogger http://apap-pro.blogspot.com/


Pela lista A
Elisabete Moura B. Ferreira